13.2.11


Estávamos no mês de Agosto a viver aquele calor insuportável, eu estava a passear a beira mar, tu estavas com os teus amigos a fumar, era a tua rotina do sábado a noite. Apesar dos dois mil quilómetros que nos estavam a separar, eu sentia-te bem perto de mim. Sentia me bastante protegida, parecia que estavas a caminhar ao meu lado, sussurrando baixinho a palavra ‘amo-te’. Eu parei. Depois de olhar a minha volta percebi que a praia estava isolada, ou talvez era eu que me estava a isolar na praia. Sentei me na areia molhada, nos meus pés tocava a agua do mediterrâneo e na minha cara batia o sol, aquele que já se estava a esconder.  Pus me a pensar no que estava a acontecer e por impulso comecei a escrever o teu nome na areia, quando de repente veio uma onda e limpou as letras que já estavam marcadas a minha frente. Parece que foi de propósito. Parece que tinha acabado de destruir aquilo que eu tinha começado a viver. Mas eu nunca desisti, eu lutava por ti contra as ondas, aquelas que quase não me davam hipótese. Sempre gostei de desafios. E tu não só foste o maior desafio da minha vida, como também o meu grande amor.

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